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Setor florestal avança na conservação genética de Eucalyptus e Corymbia no Brasil

O setor brasileiro de árvores cultivadas deu mais um passo importante rumo à sustentabilidade de longo prazo com a consolidação do Banco de Conservação de Germoplasma de Eucalyptus e Corymbia, uma iniciativa que reúne empresas, instituições de pesquisa e entidades representativas em torno de um objetivo comum: preservar a base genética que sustenta o futuro do melhoramento florestal. O projeto é conduzido em parceria entre o Ipef (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais), a SIF (Sociedade de Investigações Florestais) e a Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), com a participação de empresas do setor.

Nos dias 23 e 24 de abril de 2026, o tema esteve no centro das discussões durante um encontro técnico realizado em Florestal (MG), que reuniu especialistas, pesquisadores e representantes das dez empresas participantes do projeto. São elas Bracell, CMPC, Dexco, Eldorado, Gerdau, Klabin, Suzano, Sylvamo, Veracel e Smurfit WestRock.

O evento marcou o lançamento oficial da iniciativa, consolidando um trabalho que já vinha sendo estruturado nos últimos anos e que, atualmente, conta com diversas populações implantadas em diferentes regiões do país. A programação incluiu apresentações técnicas, alinhamentos estratégicos e uma visita de campo às áreas já estabelecidas, permitindo aos participantes acompanhar de perto o andamento do projeto.

A iniciativa foi estruturada a partir de um levantamento junto às empresas participantes, que permitiu identificar espécies prioritárias para conservação com base em relevância técnica e disponibilidade de germoplasma. Ao todo, foram definidas 25 espécies de Eucalyptus e Corymbia, organizadas em populações implantadas em diferentes regiões do país. A estratégia de distribuição geográfica e implantação em múltiplos ambientes busca aumentar a segurança do projeto, garantindo melhores condições para o desenvolvimento e a reprodução das espécies, além de ampliar sua representatividade ambiental.

A condução das populações segue princípios clássicos de conservação genética, com foco na manutenção da variabilidade ao longo do tempo. Isso inclui a utilização de múltiplas progênies por espécie e a atenção ao tamanho efetivo populacional, permitindo preservar o potencial evolutivo dos materiais. Parte dessas populações já foi implantada em áreas experimentais de instituições como Udesc, UFV, UFT, Unesp, Unicentro e USP, evidenciando o caráter colaborativo e descentralizado da iniciativa, com previsão de expansão para novas instituições.

Durante o encontro em Florestal, foram apresentados os avanços já alcançados, incluindo a consolidação inicial do germoplasma e a implantação de várias populações.

Mais do que um banco de germoplasma, a iniciativa representa um esforço coordenado do setor para fortalecer sua base genética e garantir maior segurança para os programas de melhoramento no longo prazo. O projeto também reforça a integração entre empresas, universidades e instituições de pesquisa, um modelo que historicamente tem sido fundamental para o avanço da silvicultura brasileira.

Fonte: Portal Página Rural