A silvicultura brasileira conquistou um importante avanço no enfrentamento à Sirex obesus, espécie de vespa que representa uma ameaça aos plantios de pinus.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu o Registro Especial Temporário (RET nº 58/2026), autorizando a Embrapa Florestas a importar o nematoide Deladenus proximus, principal inimigo natural da praga.
A medida marca um novo passo para o desenvolvimento de estratégias de controle biológico da espécie, registrada pela primeira vez no Brasil no ano passado e que já causa preocupação, especialmente entre produtores de pinus tropicais.
A conquista é resultado de uma ampla articulação entre instituições de pesquisa e entidades representativas do setor florestal. A APRE Florestas participou ativamente desse esforço conjunto ao lado do FUNCEMA (Fundo Nacional de Controle de Pragas Florestais), da Embrapa Florestas, da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI), da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), da Associação Sul Brasileira de Empresas Florestais (ASBR) e da Associação dos Resinadores do Brasil (ARESB).
A atuação integrada dessas organizações foi determinante para viabilizar as tratativas junto aos órgãos competentes, permitindo que a autorização fosse concedida e que as pesquisas possam avançar com segurança e agilidade.
A iniciativa segue um modelo já consolidado no Sul do Brasil para o controle da vespa-da-madeira (Sirex noctilio), considerada uma referência internacional em manejo biológico. Nesse trabalho, o FUNCEMA desempenha papel estratégico ao coordenar ações de monitoramento e controle, com o apoio permanente das entidades do setor, entre elas a APRE Florestas.
O histórico de cooperação entre pesquisa, produtores e entidades demonstra que a atuação coordenada é um dos principais fatores para proteger a sanidade das florestas plantadas e garantir a competitividade da silvicultura brasileira.
Com validade até março de 2029, o RET autoriza a importação de 40 mil adultos de Deladenus proximus. O material será utilizado exclusivamente em pesquisas e experimentações conduzidas pela Embrapa Florestas, etapa indispensável para avaliar a eficiência e a segurança do controle biológico da nova praga.
A APRE Florestas reafirma seu compromisso com iniciativas que fortalecem a pesquisa, a inovação e a cooperação institucional, contribuindo para que o setor florestal brasileiro continue preparado para enfrentar novos desafios fitossanitários de forma técnica, responsável e sustentável.
Fonte: FUNCEMA