A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu iniciativas para o setor florestal durante reunião da Comissão Nacional de Silvicultura. A pauta abordou as atualizações sobre a lista de espécies exóticas invasoras da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) do Ministério do Meio Ambiente.
A assessora técnica da CNA, Jaine Cubas, fez um panorama das ações do setor a respeito do tema. Segundo ela, a Confederação tem trabalhado para minimizar os impactos das listas para o setor produtivo.
Além da articulação política e a criação de grupos de trabalho, a CNA elaborou um posicionamento sobre a inclusão de espécies consideradas importantes tanto social quanto economicamente para o país, na lista de invasoras.
“A CNA defende o setor produtivo e, para isso, vamos reunir dados técnicos robustos para sobre essas espécies para apresentar nos grupos de trabalho do Conabio e especialistas de instituições de pesquisa para discutir e defender as espécies frutíferas e florestais que têm impacto em várias cadeias produtivas e que estão no dia a dia da população brasileira”, afirmou.
Ainda sobre o tema, a chefe-adjunta da Assessoria de Relações Institucionais da CNA, Carolina Rebelo, falou sobre o Projeto de Lei 5900/2025, do deputado federal Pedro Lupion, que acrescenta dispositivos à Lei nº 14600/2023 para que o Ministério da Agricultura seja o órgão responsável pela análise econômica das espécies de interesse produtivo.
Segundo Carolina, o projeto foi votado na Câmara com parecer do relator, deputado Pezenti, e seguiu para o Senado, onde a expectativa é ser colocado na pauta antes do recesso parlamentar que começa no dia 18 de julho.
“Acompanhamos os avanços na discussão sobre a lista de espécies exóticas invasoras, um assunto que afeta diretamente a silvicultura nacional pelos possíveis impactos sobre os cultivos de pinus e eucalipto”, afirmou Antônio Ginack, presidente da comissão.
Para ele, é necessário tratar o tema com transparência e ampla participação do setor produtivo, visando decisões fundamentadas em critérios técnicos e científicos.
Outro item da pauta foi o mercado da borracha natural. Daniel Franciscon, da Datagro, fez um panorama dos mercados doméstico e mundial e afirmou que as estimativas apontam descompasso entre oferta e demanda pelo 4º ano consecutivo. De acordo com ele, a incerteza fiscal e o ciclo eleitoral que pressionam o câmbio no 2º semestre também influenciam na alta dos preços da borracha natural.
Além disso, o crescimento dos veículos eletrificados e a possibilidade de ocorrência do El Niño reforçam as perspectivas para o consumo de borracha natural, aumentando a demanda pelo produto. Por outro lado, a escalada de conflitos armados e da guerra comercial pode reduzir as expectativas de crescimento da demanda global.
Dito Mário, da Reflore MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas) trouxe dados sobre florestas plantadas e estratégias de prevenção e combate a incêndios florestais.
Ele explicou que o Mato Grosso do Sul tem grande potencial para ampliar o plantio de várias espécies como soja, cana, eucaliptos, pinos, seringueira, entre outros, e citou as ações da Reflore MS para evitar incêndios florestais, como o trabalho com jovens e crianças.
Fonte: Página Rural