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Biólogo avalia indústria de florestas plantadas no Brasil como maior empregadora em relação a monoculturas

Dados da Indústria Brasileira de Árvores mostram que, em 2024, o Brasil atingiu 10,52 milhões de hectares de árvores cultivadas. O avanço do setor impacta positivamente a bioeconomia nacional, com resultados positivos sobre o agro e a indústria. Segundo o biólogo Magno Castello Branco, os números são resultado de muito investimento em pesquisa.

“O pinus, que é usado muito para o setor moveleiro, apresentava no começo muitos problemas de rachadura. O eucalipto não era muito apropriado para a produção de celulose, e hoje o Brasil tem a maior empresa de papel de celulose do mundo”, pontua em entrevista ao programa Conexão Record News.

Base da produção, o eucalipto, sozinho, alcançou 8,1 milhões de hectares de árvores cultivadas. Em seguida vem o pinus, com 1,9 milhão de hectares plantados. A atividade se concentra nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

O especialista ainda destaca o impacto social do setor. Segundo ele, as florestas plantadas, que empregam mais mão de obra do que monoculturas como a soja ou o milho, geraram quase 720 mil empregos diretos e quase 3 milhões indiretos. “A gente tem toda uma vocação regional, econômica, que se estabelece em cima desses ciclos produtivos.”

Além disso, a indústria se ampara na adesão cada vez maior aos compromissos climáticos. “Em 2004 a gente tinha 3 milhões de hectares plantados, hoje em dia a gente tem mais de 10 milhões. Quando a gente analisa o que aconteceu, o que tem acontecido e quais são os compromissos de sustentabilidade que o mundo está assumindo, frente ao desafio climático principalmente, isso é uma tendência sem volta no longo prazo”.

Fonte: Portal R7