A comunicação institucional e o posicionamento do setor florestal diante da sociedade foram alguns dos assuntos tratados durante o 1º Encontro do Grupo de Trabalho (GT) de Comunicação da APRE Florestas, realizado no dia 8 de maio, no Encontro Amazônia.
O evento reuniu representantes das empresas associadas para discutir desafios, oportunidades e estratégias de comunicação voltadas ao fortalecimento da imagem da silvicultura no Paraná e no Brasil.
A programação contou com apresentações da gerente de Comunicação da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Cindy Correa, e da jornalista Marisa Valério, da Talk Comunicação, responsável pela assessoria de imprensa da APRE. Houve momentos de integração entre as associadas e troca de experiências sobre projetos e ações desenvolvidas pelas empresas do setor.
Na abertura do encontro, o presidente da APRE, Fabio Brun, destacou a importância da comunicação como ferramenta estratégica para ampliar o entendimento da sociedade sobre o setor florestal. “É uma honra contar com todos aqui. Esse é um trabalho importante em que a APRE passou a investir mais, que é a comunicação. Sou engenheiro florestal e trabalhamos muito bem, mas precisamos nos comunicar melhor. Todo esforço de comunicação é bem-vindo e esse é o desafio. Trabalhar para que o setor florestal do Brasil e do Paraná, especialmente, seja entendido da forma como ele é, ou seja, gerador de empregos, renda e sustentabilidade”, afirmou.
O diretor-executivo da APRE, Ailson Loper, reforçou a necessidade de o setor assumir um papel mais amplo dentro da bioeconomia. “Esta reunião é um marco para a APRE aqui no Paraná. Com a madeira nas suas diversas formas, somos protagonistas da bioeconomia: na tecnologia de produção, na tecnologia de construção, na tecnologia de energia. É sob essa ótica que precisamos que a sociedade enxergue o setor. Evoluímos para um setor hoje que é referência mundial em tecnologia. Esse é o nosso desafio”, declarou.
Aproximação com a sociedade
Na palestra principal do encontro, Cindy Correa apresentou as estratégias de comunicação adotadas pela Ibá para aproximar o setor de árvores cultivadas da população brasileira. Segundo ela, a comunicação institucional moderna exige mensagens claras, segmentadas e alinhadas aos diferentes públicos.
A gerente de Comunicação da Ibá destacou que o setor precisa dialogar com consumidores, comunidades, imprensa, investidores, governos, universidades e organizações da sociedade civil, utilizando linguagens e canais adequados para cada audiência.
Entre os dados apresentados, Cindy ressalta a relevância econômica e ambiental do setor de árvores cultivadas no Brasil, que reúne 10,5 milhões de hectares de árvores cultivadas, 7 milhões de hectares conservados e gera cerca de 2,8 milhões de empregos diretos e indiretos.
A apresentação também mostrou a mudança de abordagem da Ibá nos últimos anos, com foco em aproximar o setor do cotidiano das pessoas, demonstrando como produtos de origem florestal estão presentes na vida diária da população.
Outro destaque foi o uso crescente de campanhas digitais, ações com influenciadores digitais, conteúdos em tempo real e projetos colaborativos entre empresas para ampliar o alcance das mensagens do setor.
Comunicação como eixo estratégico
A jornalista Marisa Valério, da Talk Comunicação, apresentou os resultados das ações de comunicação desenvolvidas para a APRE em 2025, incluindo mais de 1.500 matérias publicadas, mais de 320 reportagens em rádios e mais de 60 inserções em TVs.
Também foram destacados os principais objetivos da comunicação da APRE, como ampliar a percepção da sociedade sobre a importância econômica da silvicultura, mostrar a presença dos produtos florestais no cotidiano das pessoas, fortalecer as pautas de sustentabilidade e combater a falta de informações relacionadas ao setor.
Representantes das empresas associadas discutiram ainda os principais desafios enfrentados na comunicação do segmento, especialmente a necessidade de traduzir temas técnicos para públicos mais amplos, aproximar jornalistas do setor e construir mensagens mais alinhadas sobre sustentabilidade, inovação e impacto social.
Outro ponto abordado foi a integração entre APRE e associadas, buscando potencializar ações conjuntas, fortalecer canais próprios, ampliar o relacionamento com a imprensa e desenvolver campanhas coletivas ao longo do ano.
Troca de experiências e projetos sociais
As associadas também compartilharam exemplos de iniciativas desenvolvidas nas áreas de educação ambiental, apoio a comunidades, visitas técnicas, projetos sociais, conservação ambiental e relacionamento com escolas e universidades.
Entre as campanhas e ações conjuntas previstas para 2026 no calendário de iniciativas da APRE estão a campanha de prevenção a incêndios, Press Trip para jornalistas, Concurso de Redação, Dia da Árvore, Prêmio APRE de Jornalismo e ações ligadas à economia circular e sustentabilidade.
A APRE agradece a presença e contribuição dos representantes das associadas: Ana Beatriz Grossel e Andrea Correa (Berneck), Bianca Gugelmin Busato (Remasa), Jessica da Cruz e Eduardo Muller (Ibema), Cristiane Alioto (Braspine), Guilherme Kraemer (Amata), Vanessa Lobato (Santa Maria), Flávio Dorigon (ArborGen), Anna Gabriella Costa e Fabiana Cruz (NGB Florestal), Elder Monteiro e Lucas Karas (Klabin) e Elisa Silveira (Águia Florestal).
Confira alguns momentos





