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APRE Florestas prepara 5ª edição da Campanha de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais

A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) deu início aos preparativos para a 5ª edição da Campanha de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. Idealizada pela entidade desde 2022, a iniciativa é realizada em parceria com instituições públicas e privadas e tem como foco a redução de riscos, a proteção das áreas florestais e o fortalecimento de uma cultura permanente de prevenção.

A reunião inicial do Grupo de Trabalho, ocorrida no dia 6 de fevereiro, congregou as principais lideranças que integram a campanha e teve como pauta central o balanço das ações desenvolvidas em 2025, além da definição dos próximos passos para a campanha de 2026. O encontro também destacou a importância do planejamento contínuo, da capacitação técnica e do monitoramento ambiental como pilares para enfrentar um cenário cada vez mais desafiador.

Balanço de 2025 aponta avanços, mas mantém alerta


Durante a apresentação técnica, o Professor Dr. Alexandre França Tetto, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em prevenção e combate a incêndios florestais, trouxe dados históricos sobre o comportamento dos incêndios florestais no Brasil e no Paraná, nos últimos dois anos.

Segundo ele, 2024 foi considerado um ano atípico e alarmante, com aumento expressivo da área queimada em praticamente todos os biomas brasileiros, inclusive em áreas florestais que historicamente não figuravam entre as mais afetadas. Entre janeiro e dezembro daquele ano, mais de 30,8 milhões de hectares foram queimados no país, um crescimento de 79% em relação a 2023, conforme dados do MapBiomas.

Já em 2025, os números indicaram uma melhora no cenário nacional. De acordo com dados oficiais apresentados, o Brasil registrou queda de 65,8% nas áreas queimadas no primeiro semestre, passando de 3,1 milhões de hectares em 2024 para cerca de 1 milhão no mesmo período de 2025. Apesar da redução, o professor ressaltou que os dados não permitem acomodação e reforçam a necessidade de vigilância permanente.

Distribuição dos incêndios e foco na prevenção


Outro ponto abordado foi a distribuição de acordo com cada período do ano dos incêndios florestais, que evidencia períodos de maior risco ao longo do ano. A análise reforça a relevância de ações preventivas contínuas, como educação ambiental, manutenção de aceiros e práticas de silvicultura preventiva, além do monitoramento constante das condições meteorológicas.

A campanha também deve estimular o treinamento e capacitação de equipes, avaliação sistemática das ações realizadas, prontidão operacional e sensibilização das comunidades. “O fogo é um bom servo, mas um péssimo mestre”, destacou Tetto, ao citar um provérbio finlandês utilizado para reforçar a importância do conhecimento técnico e do uso responsável do fogo como prática de preservação dos meios rural e florestal.

Preparação para 2026 diante de cenários internacionais


Ao projetar o cenário para 2026, o professor apresentou referências internacionais, citando episódios recentes registrados em países como Argentina, Chile e Austrália, onde eventos climáticos extremos têm intensificado a ocorrência e a severidade dos incêndios florestais. 

Para o Brasil, e em especial para o Paraná, a orientação é ampliar ações de vigilância, monitoramento ambiental e integração entre os órgãos envolvidos, de forma a antecipar riscos e responder com maior eficiência.

Atuação integrada fortalece a campanha

A Campanha de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais conta com o apoio de diversas empresas associadas à APRE, bem como um amplo conjunto de instituições, entre elas: Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI), Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Associação Paranaense de Medicina de Animais Selvagens, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Embrapa Florestas, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (FUPEF), Governo do Paraná, Ibama/Prevfogo, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Instituto Água e Terra (IAT), Rede Nacional de Brigadas Voluntárias, Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná,