A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) enviou uma nota técnica à Comissão Nacional da Biodiversidade (CONABIO) sobre a proposta de atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras. No foco do documento estão as espécies florestais citadas no Anexo I, como diferentes tipos de pinus, eucalipto e acácia, todas muito utilizadas na silvicultura brasileira.
A nota reforça posicionamentos que a entidade já apresentou antes e quer ampliar a discussão sobre os critérios usados para classificar essas espécies. Para a APRE, discutir espécies exóticas invasoras exige olhar para o contexto produtivo e o modelo de manejo aqui no Brasil. Hoje, o país tem cerca de 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas para produção comercial. Além disso, o próprio setor conserva ou recupera em torno de 7 milhões de hectares de vegetação nativa.
As plantações florestais seguem ciclos contínuos de plantio, colheita e replantio, principalmente em áreas já degradadas ou antigas pastagens. Isso ajuda a recuperar o solo, captura carbono e diminui a pressão sobre o que ainda resta de floresta nativa.
Além do lado ambiental, o setor movimenta em torno de R$ 240 bilhões por ano e gera milhões de empregos diretos e indiretos, especialmente no interior dos estados do Sul e Sudeste.